Como ensinar Crianças sobre Dinheiro | Guia Completo por Idade

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Que mãe nunca falou para os filhos aquela famosa frase “você pensa que dinheiro cresce em árvore?”.

Eu sei, eu também já falei. 

Mas como nossos filhos vão conseguir entender como funciona o dinheiro se nós não explicamos para eles?

Por isso, depois de uma longa conversa com um amigo da área de finanças

Resolvi implementar a educação financeira aos meus filhos.

E escrevi esse artigo, para que você também saiba como ensinar sobre dinheiro para seus filhos. 

Independente da idade que ele tenha.

Índice

Crianças de 2 e 3 anos

Crianças de 4 e 5 anos

Crianças de 6 até 8 anos

Crianças de 9 até 12 anos

Crianças de 13 até 15 anos

Crianças de 16 até 18 anos

Jovens de 18 anos para cima

Crianças de 2 e 3 anos

As crianças dessas idades dificilmente escolhem o dinheiro pelo valor, e sim pelo seu formato.

Geralmente preferem moedas do que notas e querem quase sempre as maiores, ou mais brilhantes.

Porém, por mais que elas não entendam os valores, elas já conseguem diferenciar as moedas.

Portanto, você pode estimular esse contato com o dinheiro.

Fazer um jogo de identificação é uma forma legal de fazer isso.

Você pode desenhar um lado da moeda e pedir pro seu filho encontrar a moeda certa para cada desenho.

Você também pode aumentar a interação do seu filho com o dinheiro ao brincar de lojinha.

Utilize caixinhas de suco, brinquedos, frutinhas de plásticos, etc. 

Lembre de definir um valor para cada um desses itens.

Depois entregue uma quantia em dinheirinho de mentirinha e converse sobre quais possibilidades de compra ele tem com essa quantia.

Depois é só se divertir brincando em família!!

Crianças de 4 e 5 anos

Nessa idade as crianças já conhecem melhor os números e sabem quais são maiores do que os outros.

Portanto, você pode introduzir o conceito de barato e caro. 

Uma boa forma de fazer isso é com as compras do mês.

Você pode pegar dois ou três jornais de supermercado e comparar os preços de alguns produtos com seu filho.

Depois de definido os produtos com bons preços, você pode ir ao mercado com seu filho e pedir para que ele encontre os produtos do jornal.

Assim, além de aprenderem, seu filho terá a sensação de estar ajudando, e ficará muito orgulhoso de si mesmo.

Crianças de 6 até 8 anos

Esse é o momento de realmente deixar que seu filho tenha experiência com o dinheiro.

Oferecer uma mesada é uma ótima forma de fazer isso.

Existem aplicativos de bancos especialmente para crianças, com missões e lições sobre o dinheiro.

Você pode criar uma conta em um desses bancos e depositar a mesada do seu filho no próprio aplicativo.

A partir desse momento, você deve relembrar com ele o conceito de caro e barato e explicar que se ele gastar todo o dinheiro de uma vez, não terá nada até o próximo pagamento.

Isso irá ensinar seu filho a ter uma boa administração e a poupar.

Crianças de 9 até 12 anos

Com as crianças em idade pré adolescente você já pode introduzir o conceito de custo benefício.

Lembra da atividade de comparar os preços no jornalzinho do supermercado?

Agora, você pode levar seu filho ao mercado e comprar um produto com um preço acessível, porém de boa qualidade.

Na próxima ida ao mercado, compre o mesmo produto, mas dessa vez de uma marca mais genérica.

E converse com a criança sobre como uma marca durou mais, ou foi mais eficiente do que a outra.

Então lembre seu filho que antes de comprar qualquer coisa, ele deve considerar o preço e a qualidade do produto.

Crianças de 13 até 15 anos

Adolescentes costumam esgotar todo o dinheiro rapidamente, entre idas ao cinema, lanche na escola, roupas da moda e etc.

Esse é o momento ideal para incluir seu filho no orçamento familiar, e mostrar como você se planeja para o dinheiro durar todo o mês.

Você também pode incentivar o empreendedorismo, ao aconselhar que seu filho venda roupas que não servem mais, brinquedos com os quais não brinca e etc.

Assim ele terá uma renda extra, caso algum passeio ou produto que ele queira não caiba inteiramente no valor da sua mesada.

Crianças de 16 até 18 anos

No Brasil, crianças a partir dos 14 anos já podem trabalhar como Jovem Aprendiz, através do programa nacional Aprendiz Legal [1].

Incentivar seu filho a procurar programas como esse, é uma ótima forma de ensiná-los que o dinheiro requer esforços, e que por isso é importante usá-lo com sabedoria. 

Agora que seu filho já está no ensino médio, já é hora de começar a conversar sobre a faculdade.

Se ele já souber o que pretende cursar, veja com ele os valores das mensalidades, ou o valor do processo seletivo em universidades públicas.

Porém se ele ainda não souber o curso que pretende fazer, estimule, mesmo assim, seu filho a reservar uma porcentagem do dinheiro que recebe para a faculdade.

E principalmente, ajude-o a descobrir em qual área profissional ele pretende atuar, e com o que ele mais se identifica [2].

Jovens de 18 anos para cima

A vida adulta chegou, é hora de ensinar como tudo realmente funciona.

Converse com seu filho sobre como funcionam os cartões de crédito, orçamento pessoal, e sobre os principais impostos pagos no Brasil. [3]

Se ele estiver indo morar longe para cursar a faculdade, ensine-o sobre como deve ser um bom contrato de locação.

Mostre como ele pode se planejar para conciliar estudos e os afazeres da casa, como ele pode economizar morando sozinho.

Se o orçamento estiver baixo, veja com ele a possibilidade de alugar um quarto em alguma pensão.

O que fazer a seguir?

Depois de ensinar seu filho a diferenciar as notas e moedas, o conceito de caro e barato, e até mesmo como obter o melhor custo benefício.

É hora de prepará-lo para o mundo adulto, apresentando conceitos de empreendedorismo e de renda extra.

Ensine também como funcionam os impostos e como ele pode fazer um planejamento financeiro eficiente.

Para saber mais sobre o assunto, ou entender quais valores de mesada você pode oferecer ao seu filho, leia nosso artigo Educação Financeira Para Crianças.

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Marcia Toledo

Mãe de 3, madrasta de 2 e avó de 4 me deu o titulo de Mãe Experiente. Depois de Pura pressão social, decidi compartilhar meus conhecimento sobre ser uma mãe e ter uma familia.